Ainda que...

Eu ainda sinto você. Mesmo que só por brincadeira, quando lembro que contava as horas pra te ver no fim da semana. Ainda lembro do seu rosto quando me esperava chegar, mesmo quando odiava a roupa que vestia. Ainda vejo seu sorriso ao meu lado na cama, quando acordo de madrugada percorrendo o lençol sem você, mesmo sabendo que meus braços não fazem mais par com seus abraços. Ainda olho você prestando atenção no seu mundo virtual, irreal e sem lógica, mesmo quando eu estava ali, fisicamente. Ainda espero você chegar, mesmo com a certeza de que meu benzinho foi pra nunca mais voltar. Ainda dói. Dói e não é pouco, mesmo com a consciência da minha autoestima que você tanto tentava derrubar. Eu ainda me pego chorando no abismo em que você me empurrou, mesmo sabendo que tenho asas e força maior pra continuar. Ainda me sinto só, mesmo com tanta gente ao meu redor me fazendo bem. Ainda que passe, ainda que acabe, ainda que mude, eu ainda sinto sua falta, mesmo com a verdade escancarada na minha cara.

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