sexta-feira, 5 de agosto de 2016

sobre o ser nada;

Eu queria alguém que não fosse igual. Ou você acha que eu só me casei para sair da casa dos meus pais e viver a tão sonhada "liberdade"? De todas as coisas boas que aconteceram na minha vida, certamente, te conhecer foi a melhor delas. Passamos dias incríveis quando éramos novos e durante o pré-casamento. Mas, de fato, casar é ver aquilo que o outro não era até então. É conhecer as manias, os vícios, o melhor e o pior do outro. É se conhecer, também. Entender que você, agora, é a louca da limpeza que até então era algo banal na sua lista de coisas-para-fazer-durante-a-semana. Eu não precisava disso, mas eu quis. Eu quis largar mão de tudo para (re)viver esse nosso amor que só a gente sabia. Quis ser a tua paz, assim como eu quis que você continuasse sendo meu porto-seguro. Eu queria alguém que reparasse que eu existo. É claro que eu nunca fui uma pessoa notada, seja pelas amizades, pelos colegas de firma ou pelos amores (frustrados) que eu tentei viver por aí. Mas eu sempre tentei. Ou melhor: tento. Sempre quis ser alguém que trouxesse algo de novo para quem estava ao meu redor, seja uma poesia que li nos meus livros tolos ou em músicas novas que ninguém conhecia. Talvez esse seja um dos meus piores deslizes: querer ser lembrada. Quero ir contra a premissa de que vivemos e morremos Sozinhos. Todo o resto é apenas uma ilusão. E é por isso que você faz falta. Porque eu queria alguém que sentisse minha falta e trouxesse chocolates da rua quando lembrasse de mim. Eu esperava que você me surpreendesse, sendo aquele cara que eu nunca conheci antes. Que iria me esperar em casa com uma garrafa de vinho e o vídeo game ligado. Que iria ver quando eu passo na sua frente só de toalha esperando que você arranque-a e me faça crer em um estado de céu e loucura. Que iria entender quando eu preciso de carinho e atenção, tão quanto você dá a sua mãe. Mas você continua sendo o cara que me tira lágrimas dos olhos por não dizer apenas um "eu te amo" sincero. Você continua me provando que eu não sou nada e nunca serei nada. Que nada do que eu faço é bom ou suficiente. E, no fim das contas, eu me sinto assim: como um nada.


Um nada que nunca vai ser algo.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

da falta da felicidade plena;

Não existe uma fórmula secreta para fazer a rotina ser menos dolorosa. Talvez esse seja o grande pecado das pessoas que não sabem ficar presas a um relacionamento: a mesmice. Por hora, existe quem goste dos mesmos dias iguais, tal como eu, mas que também espera um pouco de mudança. Da felicidade pela manhã em acordar e ver o outro dormindo ao lado, mas esperando que ele não fique bravo por eu tossir sem parar quando acordo. De não se importar por eu não combinar pijamas nem chinelos, mas apostar que isso, de repente, não seja realmente importante. É no fim do mês, quando todas as nossas contas estão pagas e sobra aquele dinheirinho, você me convidar para almoçar no restaurante de esquina perto de casa sem fazer cara feia ou reclamar de dinheiro. É importante lembrar que tem um monte de coisa que não se compra com dinheiro nenhum no mundo. E aí que a felicidade, no fim, mora na falta. De pudor, de exagero, de mimimi. É de se lembrar de mim. De mesmo quando acorda esbravejando de raiva, ainda pare para me dar um beijo de bom dia, logo em mim, que sou tão apegada a pequenos gestos de amor ao longo do dia. É perceber que quando eu me silencio, não é por nervoso ou chateação: é apenas cansaço de tentar de agradar e puxar assunto e não ser correspondida. E aí que a felicidade também mora na renúncia. Do ego, da certeza, da superioridade. O que mais sinto falta em você é justamente a paciência, a leveza, a tranquilidade, e acima de tudo, a vontade. É aquela felicidade que mora no colo durante o filme, no abraço depois de um dia agitado de trabalho, na mensagem ou beijo de bom dia, no amor simples de segurar a sua mão enquanto troca a marcha do carro, ou aquele amor puro de simplesmente receber um carinho quando estou prestes a pegar no sono. Ao mesmo tempo, sei que devo aprender a ponderar, pontuar sem necessariamente criticar. A ter cautela e respeito na hora de falar. Mas sinto falta de quando a felicidade para você era ser aquela paz que eu tanto precisava.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Sobre as dores da surdez;

Têm dias que essa coisa que a gente vive me dói e me entristece. Essa coisa de nunca ter tempo para me ouvir e, quanto tem, simplesmente finge não ouvir. Talvez o grande problema seja o meu jeito estranho de achar que a vida pode ser melhor com um pouco mais de carinho e afeto; de cuidado e atenção; de zelo e proteção; de companheirismo e luta. Mas, e o amor? O amor, sei lá. O amor nem dá pra definir direito. Acho que é um desejo de abraçar forte o outro, com tudo o que ele traz: passado, sonhos, projetos, manias, defeitos, cheiros, gostos. Amor é querer pensar no que vem depois, ficar sonhando com essa coisa que a gente chama de futuro, vida a dois. Acho que amor é não saber direito o que ele é, mas sentir tudo o que ele traz. É você pensar em desistir e desistir de ter pensado em desistir ao olhar pra cara da pessoa, ao sentir a paz que só aquela presença traz. É nos melhores e piores momentos da sua vida pensar preciso-contar-isso-pra-ele. É não querer mais ninguém pra dividir as contas e somar os sonhos. É querer proteger o outro de qualquer mal. É ter vontade de dormir abraçado e acordar junto. É sentir que vale a pena, porque o amor não é só festa, ele também é enterro. Precisamos enterrar nosso orgulho, prepotência, ciúme, egoísmo, nossas falhas, desajustes, nosso descompasso. O amor não é sempre entendimento, mas a busca dele. Acho que o amor não é o caminho mais fácil, pois mais fácil seria dizer a-gente-não-se-entende-a-gente-não-combina-tchau-tchau. O amor é uma tentativa eterna, assim como nós.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

o enterro da culpa

Engraçado como algumas coisas são estranhas. Hoje, hoje mesmo, joguei na busca do meu gmail a palavra "aniversário", para procurar algum email marketing de alguma empresa qualquer para ter uma ideia do que fazer para a agência que trabalho. Sabe quando você precisa de uma ideia e lembra que tem ela perdida em algum lugar? Pois bem. E foi aí que me dei de cara com um email de uma pessoa que não falo há alguns anos. Um email que começou com um desabafo meu, sobre o dia do meu aniversário e de quando fui, ao meu ver, apunhalada pelas costas. Uma troca de emails longa, mas que no final eu pedia para "deixar para lá, pra deixar ser como será". E aí, de repente, aquela ficha que demora anos para cair, finalmente caiu. Aquela ficha de "como assim eu sempre fui passiva e perdoei TUDO e TODOS?". É muito estranho voltar ao passado e perceber que eu sempre tentei ser uma pessoa que deixava para lá, todas as angústias e sofrimentos que meu coração já passou. É engraçado perceber que eu sempre tentei ficar próxima de pessoas que me machucaram de alguma maneira. E deu um aperto no coração ler o quão trouxa eu sempre fui, buscando, indo atrás e tentando entender o lado da pessoa. 

Talvez a vida seja assim mesmo: perdoar e esquecer. Talvez eu deva ser tão avoada a ponto de passar por cima do que sinto para ficar bem com todo mundo.

Mas, no final de contas, o que me sobra? O peso de uma culpa que nunca foi minha. 

quarta-feira, 30 de março de 2016

Eu não consigo entender...

Têm sido dias difíceis. É um misto de raiva com não conseguir me conformar. Eu não consigo entender porque as pessoas que mais nos machucam são aquelas que ainda continuam sendo certas. Eu não consigo me conformar como uma única pessoa pode trazer o caos para minha vida e todo mundo achar que tá tudo bem. Que tudo vai ficar bem. Tudo ficaria bem se não houvesse esse drama todo entorno de uma pessoa que magoa a outra a troco de, absolutamente, nada. Tudo ficaria bem se as pessoas não fossem tão ridículas ao ponto de ignorar o sofrimento dos outros. Eu não consigo entender. Justo eu, que sempre fiz de tudo. Eu que bati o pé pra que essa pessoa, tão vazia, tivesse alguma coisa. E no final das contas, eu tô sempre errada. Eu não consigo entender como uma pessoa pode ser assim. É sério. Eu não consigo entender. Desde então, tenho repensado na minha vida. Essa vida que custa a passar e que só tem me trazido dor, angústia e desespero. Ninguém sabe das coisas que eu já passei. Ninguém sabe da missa um terço, com o perdão da menção. Ninguém sabe o quão difícil está sendo para eu continuar viva e aguentar tanta dor. Não é porque eu não tenho um laudo médico que eu não sofro. Não é porque eu não tenho um laudo psico que eu não queira tirar a própria vida. A questão é muito mais embaixo. Não é fácil acordar todos os dias e dar de cara com as chateações, palavras de ódio e a dor que me causam. Não é fácil continuar viva após tantos socos, pontapés e portas fechadas que a vida me trouxe. Não é fácil. Não é fácil não ser escutada e compreendida. Logo eu, que sempre fez de tudo por todos. Logo eu, que sempre escutou as mazelas, as ânsias ao suicídio e as angústias do mundo. Não é fácil permanecer sem ser ao menos respeitada. Sem ser acolhida da forma que merecia ser. Não é fácil escutar que eu só reclamo. Mas, oras, o mundo inteiro é feito de reclamações. E por que quando chega a minha hora de reclamar, eu simplesmente não posso? Por que é tão difícil, meu Deus? Eu juro que tento cessar as minhas reclamações e meus problemas. Eu juro que tento. Mas eu queria ser compreendida, eu queria chegar em casa e ter aquele velho porto seguro, sem críticas ou gritos. Mas, hoje, tudo o que tenho é acusações, é berros e lágrimas. Tudo o que tenho não passa de um desafeto em compasso avançado de um maestro fardado de ódio. E aí volta o questionamento. Volta a velha premissa de que eu realmente não consigo entender. Não consigo. Eu simplesmente não consigo entender porque diabos eu não posso sofrer, reclamar ou me decepcionar. Porque diabos eu não posso ser humana e chorar pelo que me fazem de ruim. Eu só queria entender porque tão fazendo isto comigo, justo comigo, que sempre tentou de tudo pra tanta gente...

segunda-feira, 28 de março de 2016

sobre o caos que os outros me causam;


Sou forte. Meio doce e meio ácida. Em alguns dias acho que sou fraca. E boba. Preciso de um lugar onde enfiar a cara pra esconder as lágrimas. Aí penso que não sou tão forte assim e começo a olhar pra mim. Sou forte sim, mas também choro. Sou gente. Sou humana. Sou manhosa. Sou assim. Quero que as coisas aconteçam já, logo, de uma vez. Quero que meus erros não me impeçam de continuar olhando para a frente. E quero continuar errando, pois jamais serei perfeita (ainda bem!). Tampouco quero ser comum e normal. Quero ser simplesmente eu. Quero rir, sorrir e chorar. Sentir friozinho na barriga, nó no peito, tremedeira nas pernas. Sentir que as coisas funcionam e que tenho que trocar de jeito quando insisto em algo que não dá resultado. Quero aprender e, ainda assim, continuar criança. Ficar no sol e sentir o vento gelado no nariz. Quero sentir cheiro de grama cortada e café passado. Cheiro de chuva, de flor, cheiro de vida. Aprecio as coisas simples e quero continuar descomplicando o que parece complicado. Se der pra resolver, vamos lá! Se não dá, deixa pra lá. A vida não é complicada e nem difícil, tudo depende de como a gente encara e se impõe. Quero ser eu, com minha cara azeda e absurdamente açucarada. Não quero saber tudo e nem ser racional. Quero continuar mantendo o meu cérebro no lugar onde ele se encontra: meu coração. E essa é a melhor parte de mim.
Me sinto, frequentemente, bombardeada por um mundo que não sei se suporto. Excessos e faltas. Sou movida por eles, por sentimento, sonho e lágrima. Tem gente que não entende meu estilo de ser e me doar. Para esses, eu digo que não vou desistir. Vou continuar, preciso continuar. Mesmo que o caminho seja cheio de lama, mesmo que pessoas-monstro apareçam: eu vou fechar os olhos e acreditar num mundo mais bonito. Eu vou abrir os olhos e viver um mundo mais bonito. Eu vou manter meus olhos na tela, meus dedos no coração e fazer do seu mundo um lugar mais bonito. Ah, eu vou!

quinta-feira, 10 de março de 2016

Por que nós?



Quando eu te conheci, o meu mundo realmente parou. Era como se todas as lacunas abertas no meu coração por causa do meu sofrimento pessoal fossem preenchidas com amor, atenção e carinho.

Porque você veio e mudou tudo. Veio você falando das suas músicas sem sentido, dos seus filmes de velho e das suas dores. E daí, eu também "vim". Vim eu querendo te amparar, te escutar, rir e querendo um milhão de coisas gostosas com você. Sempre foi sem planejar, se acordaríamos juntos pelo resto da vida ou se iriamos um dia dormir juntos abraçados (lembra?). Era o que queria. Era você e eu. E era bom assim.

Sem contar os anos que passamos longe, apesar de toda a angústia de quando você foi embora, você veio de novo. Você veio e eu comecei a sentir que isso poderia dar certo. Que isso poderia dar muito certo. Um amor terreno: era isso, apenas. Com mil desafios, mil parafusos para apertar, mil chatices para tolerar, mil dúvidas e só uma certeza: a de acreditar nessa história.

E sabe por que eu acredito em nós dois?

Porque eu te amo absurdamente. Porque eu vejo minha vida ao seu lado sendo tênue e agradável. Porque tem dias em que você está chato para caralho. E eu olho para o seu rosto e penso “nossa, ele está chato para caralho”. E mesmo assim eu quero ficar ao seu lado no sofá. E mesmo assim eu quero deitar ao seu lado a noite e ver um filminho idiota que você me faz assistir.

Porque tem dias eu que eu fico insuportável. Choro, critico, reclamo e acuso. E sei que você pensa que dentre todas as criaturas insuportáveis do mundo, eu sou a única que você suporta suportar.

Porque você puxa a coberta. Eu te chuto de noite. Você ronca. Eu babo. Você fica puto porque meu despertador é ensurdecedor. Eu fico puta porque você liga a luz do celular na minha cara as 3h da manhã. E todo dia é para essa cama que a gente quer voltar, no matter what.

E porque a gente não quer que seja blindado. Não queremos a certeza de que fomos ontem, somos hoje e seremos amanhã. O risco faz parte de tudo o que é de verdade. E disso nós fazemos questão: que seja de verdade. Com fiapos para arrancar e atrasos para tolerar, com arestas para aparar e erros para perdoar. Eu acredito em nós dois porque no meio desse mundão com tanto amor fantástico, incrível e impecável, nós somos apenas um amor de verdade.

Eu acredito e boto fé em você porque você é o amor da minha vida. Eu ainda insisto nisto, apesar de toda a dor e sofrimento que esse amor me causa (por conta de terceiros), porque é você.

Sempre foi você, meu amor.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016



O que eu peço é que você seja sempre de verdade também. Que me queira assim, imperfeita e cheia de confusões. Que saiba os momentos em que eu preciso de uma mão passando entre os fios de cabelo. Que perceba que às vezes tudo o que eu preciso é do silêncio e do barulho da nossa respiração. Que veja que eu me esforço de um jeito nem sempre certo. Que veja lá na frente uma estrada, inteiramente nossa, cheia de opções e curvas. E que aceite que buracos sempre terão.
Fiquei chateada. Vi que nunca vou deixar de ser trouxa: eu e meu coração mole cheio de mosca. Tudo bem, penso eu. A vida segue. Ser humano é aceitar que a decepção faz parte da vida. A esperança, como boa guerreira, consiste em não saber ao certo se o outro quis de fato magoar você ou se foi tudo sem querer. Tomara que ele descubra. Tomara que, enfim, as coisas possam voltar a ser o que eram. Talvez um pouco arranhadas ou até coladas com algo que grude e não mais solte. Tomara que, ainda que seja uma costura paraguaia, um abraço ainda possa ser dado. Fiquei chateada, mas não a ponto de jogar a toalha, isso é demais pra mim, um ser que acredita. Espero que você não tenha desaprendido a caminhar.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Bodas de beijinhos

Quantas vezes é possível te amar pela primeira vez? Talvez eu nunca encontre explicação pra essa coisa que chamamos de amor, que começou há dez anos, quando a gente era ainda adolescente e que perdurou ao longo do tempo. Eu nunca entendi, de fato, a falta que você me fez. Aquela falta não só de alguém pra passar o domingo sem fazer nada ou de comer todas as gordices do mundo na madrugada. Na verdade, era aquela falta de alguém que realmente me entendia, me compreendia e que me conhecia como mais ninguém. Aquela falta que dá no peito quando você não tem mais saída para os problemas da vida. Era isso que doía por não estar com você. Pela companhia e pelo carinho sempre presentes em nossa rotina. Apesar de todos os pesares, nós sempre fomos o encaixe perfeito das lacunas abertas em nossos corações. Eu nunca soube esquecer de você. Nunca quis, na verdade. Eu sempre lembrei de você nos momentos felizes, como quando eu me formei na faculdade ou quando minhas matérias começaram a ser publicadas. E, claro, nos momentos de dor, como quando perdi pessoas amadas ou quando me metia em algum relacionamento abusivo que me culpava diariamente. E é exatamente por isso que era gostoso lembrar de você: porque nós nunca fomos um casal de ex-namorados que brigava ou se odiava. Muito além disso: eu vibrava, quietinha, por cada acerto seu, por cada cada conquista ou por algum momento de felicidade que via de longe. E, claro, também me entristecia quando eu sabia que as coisas não estavam indo muito bem. O engraçado é que nesta ausência, nós sempre mantivemos o contato, mesmo que mínimo possível. Eu sempre tentava saber se você estava bem ou como estava indo com a sua vida. É engraçado porque nunca quisemos o mau um do outro. E isso perdura até hoje. Depois de tantas reviravoltas, caminhos desviados, e outros amores... finalmente estamos aqui, morando na mesma casa, dividindo o mesmo espaço, compartilhando nossas frustrações e felicidades. Finalmente nos casamos. Finalmente somos só eu e você. Faz um mês que eu encontrei meu lar. Que eu (re)encontrei meu lugar no mundo. Faz um mês que acordo de manhã cedo e vejo você dormindo bem na minha frente. Parece até coisa da mente, uma peça pra me fazer esquecer dos meus medos e problemas... mas, não! É você aqui. Somos nós aqui, em nossa casa. Eu não poderia querer outra coisa da vida. Ainda bem que eu nunca esqueci você. Ainda bem que sempre foi você, meu amor. Meu primeiro, único e verdadeiro amor. <3 p="">