da falta da felicidade plena;

Não existe uma fórmula secreta para fazer a rotina ser menos dolorosa. Talvez esse seja o grande pecado das pessoas que não sabem ficar presas a um relacionamento: a mesmice. Por hora, existe quem goste dos mesmos dias iguais, tal como eu, mas que também espera um pouco de mudança. Da felicidade pela manhã em acordar e ver o outro dormindo ao lado, mas esperando que ele não fique bravo por eu tossir sem parar quando acordo. De não se importar por eu não combinar pijamas nem chinelos, mas apostar que isso, de repente, não seja realmente importante. É no fim do mês, quando todas as nossas contas estão pagas e sobra aquele dinheirinho, você me convidar para almoçar no restaurante de esquina perto de casa sem fazer cara feia ou reclamar de dinheiro. É importante lembrar que tem um monte de coisa que não se compra com dinheiro nenhum no mundo. E aí que a felicidade, no fim, mora na falta. De pudor, de exagero, de mimimi. É de se lembrar de mim. De mesmo quando acorda esbravejando de raiva, ainda pare para me dar um beijo de bom dia, logo em mim, que sou tão apegada a pequenos gestos de amor ao longo do dia. É perceber que quando eu me silencio, não é por nervoso ou chateação: é apenas cansaço de tentar de agradar e puxar assunto e não ser correspondida. E aí que a felicidade também mora na renúncia. Do ego, da certeza, da superioridade. O que mais sinto falta em você é justamente a paciência, a leveza, a tranquilidade, e acima de tudo, a vontade. É aquela felicidade que mora no colo durante o filme, no abraço depois de um dia agitado de trabalho, na mensagem ou beijo de bom dia, no amor simples de segurar a sua mão enquanto troca a marcha do carro, ou aquele amor puro de simplesmente receber um carinho quando estou prestes a pegar no sono. Ao mesmo tempo, sei que devo aprender a ponderar, pontuar sem necessariamente criticar. A ter cautela e respeito na hora de falar. Mas sinto falta de quando a felicidade para você era ser aquela paz que eu tanto precisava.

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