Eu te vejo se queixando das minhas dúvidas matinais, cada vez mais louco de si. Eu me vejo ficando cada vez mais livre, com mais vontade de ir do que te trazer pra perto. Te olho com vontade de sorrir, mas isso me impede quando quero ir mais além do que eu mesmo posso imaginar. Me pego olhando pra você sem querer dizer nada, sem querer sentir nada. Vou me culpando por não ser quem deveria, por não fazer o que queres. Mas não posso ir mais do que isso, eu sinto que não deves ser assim. Não teime comigo, se eu disse que não, é difícil que eu volte atrás. Tente entender, eu não sacio vontades de ninguém. Muito menos as minhas. Te vejo me olhando tão lindamente, tão cheio de formalidades e de honras para brindar junto a mim, mas desvio minha atenção quando fala mais do que deveria. Eu não deveria ser quem busca para te aceitar. Eu não queria que fosse assim, te olhar, te querer e me prender ao que não vivi. Do contra, pra variar, não tenho o que me impeça de te ver, de estar presa aos teus dias. Eu simplesmente não quero realizar minhas esperas. Não quero dormir e acordar com alguém do lado. Não quero ter que explicar o porque disso ou daquilo. E não é que eu esteja curtindo solidão (por mais que digam que não, máscaras forjaram meus momentos a sós), mas eu não quero me perder disso. Eu vejo, agora, agorinha mesmo, enquanto termino de escrever isso, você conversar sobre nosso gosto em comum como se eu não tivesse recusado suas ligações e pedidos para me ver, e é isso que eu realmente quero. Quero te ver da maneira mais intocável possível, assim, com esse teu jeito de me conduzir bem aos poucos, sem pressa, sem hora e muito menos planos.

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