Queria...

Eu queria poder voltar pra casa, voltar pra mim e voltar pra todas as coisas que me eram dadas. É como se nada mais importasse. Esperava que alguém tivesse tempo pra me ouvir, de sentar pra prestar atenção em qualquer bobagem ou que ficasse atento para todos esses soluços por causa do choro, mas pra isso ninguém tem tempo. Tudo bem, eu sempre entendo. Sempre digo Tudo Bem quando não está nada bem. Bem, que diferença isso faz, não é mesmo? Eu queria continuar a olhar para trás, no banco traseiro do carro, olhando os outros que vem na mesma direção. Olhar meu passado tão perto de mim. De cada muro me lembrar alguém. De cada esquina, com um fato qualquer. Eu queria mesmo é não querer nada. Essas coisas que não estão claras muito menos resolvidas. Eu queria poder entender tamanha crueldade com palavras. Ferem sentimentos, doem meus sentidos. Eu queria não saber esperar comportamentos, mas toda espotaniedade morreu aos poucos. Ando frustrada e interiormente presa. Nem mesmo eu entendo. Eu queria que alguém apenas me abraçasse, pra me fazer suportar todo esse caos que eu não consigo fugir.

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3 comentários:

  1. Fernanda Bliudzius28 de março de 2011 15:23

    Ótimo texto Anaaa!!!

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  2. Os seus descedentes do oriente dizem que; depois da tempestade, sempre há um céu azul e bonito a te esperar. Acredito muito nisso Ana, o seu azul-céu vai chegar a qualquer momento.
    E lembre-se; você é muito mais bonita quando sorrir.
    Beijos.

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  3. A gente sempre quer e parece que quanto mais quer menos tem e menos pode.
    Um beijo

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