Perecível

As incertezas destroem o meu sossego. São tanto remédios pra conseguir dormir, que me perco em frases sem cores e pensamentos desesperados. É uma angústia que ninguém tira do meu peito. Tento encontrar suas formas e jeitos em outros olhares, em outras pintinhas em rostos, mas nada parece funcionar. Deve parecer loucura. Eu devo ser louca por querer algo que sequer existiu. Eu devo estar viajando em ilusões que eu mesma criei quando você só (e apenas) sorriu de volta. Eu meio que sei que "nada muito além do que imagino" foi o que aconteceu. Na verdade, foi quase. E é esse quase que me mata, todos os dias, um pouquinho por dentro. Quase demos certo. Quase aconteceu. Quase existiu. Tentei fazer valer o meu interesse. O empenho. A tentativa. Mas, eu sei que não prestei atenção. Não dei sentido para as palavras que você dizia. Não prestei atenção no que meu coração queria sentir. Não prestei atenção quando ainda podia. 


Mas, só agora, em algum lugar aqui dentro
eu soube que notei.

Eu soube que te conhecer foi bonito demais.

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