sobre a velocidade do tempo; nosso tempo

o tempo voa, numa velocidade que se a gente não está atento, vai perdendo o melhor da vida: aqueles pequenos detalhes, coisas simples e preciosas que só acontecem quando a gente menos espera - ou quando estamos distraídos. como quando eu acordo de manhã e vejo seu rosto rente ao travesseiro com a feição mais linda que alguém poderia ter; ou quando passo a mão em seus cabelos enquanto dirige e você solta um riso frouxo e gostoso, celebrando que aquele momento é o melhor momento, sempre. já que o tempo voa, eu aprendi que ao seu lado ele passa ainda mais veloz, e eu não devo tentar para-lo: muito pelo contrário. quando este tempo voa, eu pude entender que o tempo é a gente que faz. e é um privilégio - ou, quem dirá, sorte com uma graciosidade sem tamanho - poder viver dentro do seu tempo, tão meu. nesses anos todos, mesmo que longe, deixar que você vivesse dentro de mim, foi a melhor coisa que o tempo poderia ter feito pra nós: no fundo, eu sempre soube que desse nosso amor, a gente sempre soube - e sempre teria tempo. agora, nesses poucos meses desde o seu retorno, tenho dedicado meu tempo exclusivamente para te (re)conhecer, em aprender com você, em fazer do nosso jeito e do jeito que a gente quiser: com calma, com os olhos nos olhos, com choros, medos e, o principal... com amor. com você tendo a mim, e eu a você. daí, o resto, fica pequeno. inclusive nós mesmos. e quando a gente fica assim, pequenininho e com todo amor, simplicidade e companheirismo, do tamanho que é necessário pra ser feliz - e muito mais - é que a gente têm certeza de que o tempo todo, o tempo era nosso.

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