E chegou mais uma vez o dia de hoje. Nos outros meses, era como se o fim do mundo estivesse acontecendo no dia 19. Tudo caía aos pedaços e eu demorava pra me reerguer novamente. Na verdade, eu acho que nunca me ergui como antes. É como se toda o peso e a culpa caíssem sobre meus ombros e me impedissem de continuar. Que sentimentalismo barato o meu, não? Pois bem. Mas diga-se de passagem que agora, agorinha mesmo, eu me toquei que esses 4 anos me descabelando, me doendo e me corroendo por dentro só me serviram de alicerce para o meu estado de hoje. Hoje esse dia 19 passou voando. Eu nem senti. Eu acho que no fundo, mas lá no fundo mesmo, eu soube superar. Eu quis superar. Deixar o orgulho ferido de lado. Viver o agora. Mas é tão difícil esquecer das lembranças. Mas hoje é apenas mais um dia.
Um dia involuntário e sem razão.
(Mas pra que razão, se tudo o que precisa durar, dura dentro da gente?)
Quem sou eu
Grande mentirosa, mais besta que a besta e dona de um coração “viciado em amar errado”.
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