Sua cabeça é seu guia

A gente vive num momento onde o status no Facebook é mais importante do que aquilo que corre dentro do seu corpo. Que uma palavra mal interpretada é alvo  de discussões calorosas desgastantes. Estamos a cada dia que passa, na mira de um fuzil de encontros desviados, de paixões não correspondidas e de dias não vividos. Vivemos para machucar alguém, pra ferir sentimentos e deixar passar sensações de prazer. É mais importante atacar do que respeitar. Uma indireta lançada que, na verdade, não passa de algo que nós mesmos somos, mas que fazemos questão de apontar no outro. É bombardeio  de bons costumes e de boas maneiras nunca vistas antes, a não ser pela educação recebida ainda menor. É um misto de suposições com ilusões, que desenham na nossa mente o perigo que mora não do nosso lado, mas dentro da gente. Nós somos o perigo para os outros. É o nosso mundo que preocupa. Aquele mundo interior, que a gente faz questão de fazer um monstro. Seja por julgamentos ou por considerações não consideradas. Ninguém vale nada no ponto de vista de um iludido. Ninguém é perfeito na visão de um pessimista. E o que fazemos pra mudar? Quase nada. Fingimos manifestações contra o aumento do ego alheio ao invés de manifestarmos a insatisfação do próprio umbigo. Forjamos arrependimentos para algo que fizemos com consciência.
E mesmo sabendo de tudo isto, estamos predestinados ao fracasso da própria índole. Do próprio cárater. A troco do quê? De dirigir o volante do outro, ao invés de guiar o próprio carro com segurança.

No fim, sua cabeça é seu guia. Ou melhor, é o que deveria ser.

[será?]

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