Um passo por vez


Eu não decoro mais os meus passos. Há dias, contorno ruas nunca ultrapassadas. O limite existente sempre foi dentro do meu próprio eu. É essa coisa de acreditar que nada seria superado, esquecido e reerguido. Revejo meus movimentos de cordialidades. É uma fuga de expressões, como se minimalismo existe em relações do cotidiano. Eu queria não vender meus olhos pra dor que eu mesma crio dentro de mim. Preciso aprender a aceitar que as coisas não são - e nunca vão ser - do jeito que espero que elas sejam. Aquilo de "tudo tem um por quê" me faz sentido agora. Talvez, minhas cobranças por afetos deveriam ser cobradas a mim, mais do que a qualquer um. Se choro, não é por falta de razão. É por não conseguir um minímo de atenção. Se me distraio, é por vontade própria. Quanto menos eu pensar, mais passos eu poderei dar.


CONVERSATION

3 comentários:

  1. "Quanto menos eu pensar, mais passos eu poderei dar."
    Intenso.

    ResponderExcluir
  2. "Quanto menos eu pensar, mais passos eu poderei dar." puta merda meu, muito bom!! eheheeh sensacional mesmo..

    ResponderExcluir
  3. ''É uma fuga de expressões, como se minimalismo existe em relações do cotidiano.''

    Você continua escrevendo tremendamente bem, Ana!

    ResponderExcluir

Back
to top