sobre dores que não deveriam doer

Tem dias que tudo me irrita. Seja uma roupa fora da gaveta ou o som de um violão. Eu realmente queria entender porque meu coração é tão fechado para algumas coisas. Ou tão amargurado para tantas pessoas. Eu juro, por tudo, que eu queria saber esquecer. Esquecer as dores que essa gente me causou - e me causa. Esquecer das palavras tensas que escutei - e escuto. Esquecer de tanta coisa, meu deus. Eu não consigo. Eu queria saber dormir sem me preocupar com o que está acontecendo lá fora. Com as pessoas que desejam meu mal. Queria saber não esperar que essa gente mude. Eu sei que ninguém muda. Que ninguém muda ninguém. Mas eu juro que queria que tudo fosse menos dolorido. Que eu conseguisse viver meus dias sem essas mazelas que me incomodam. Queria terminar o dia sem essa angústia no peito. Sem essas lágrimas que tanto querem cair. Queria que fosse fácil. Que não doesse tanto. Que desse pra esquecer todos os pesares, lágrimas e distâncias. Eu sei que quero muita coisa. Mas, sem dúvida alguma, eu queria que não doesse. Porque doi. Doi muito. Dói saber que nada vai mudar. Que as coisas não vão ser boas. Que eu sempre vou remoer as imagens na minha cabeça. Que meu coração sempre vai ser angustiado. Doi saber que sempre vai ter alguém pra foder com a minha vida. Sempre. Doi, e não é pouco, saber que tem coisas que vao me irritar para sempre.

Doi saber que minha dor não é nada. Que ninguém vai mudar por mim. Que todas essas dores irão doer até o fim dos meus dias.

E como faz para essa dor passar?

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