verão

preguiça manchada pela dor,
caminho perdido,
décadas perdidas sob meus olhos
correndo atrás de tempestade
em busca de saber quem és.
mas aqui só predomina o calor
calor sofrido
calor chorado
calor fingido;
contra toda a força de corpo
de dias que vagamente
são cada vez mais incertos
ao se esconderem atrás do tédio,
quando tudo ainda me fazia parecer valer a pena.
o velho pressentimento
pelos ombros a cair,
foge sem me deixar rastros
mas o que eu posso fazer, humildemente,
é me deixar fluir sem fazê-lo perceber
que a rotina que tanto me sufoca,
me afasta ainda mais
de sua presença;

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