Eu fecho os olhos pra não mostrar a imaturidade dos meus pensamentos ao te procurar pela multidão, todos os dias. Não consigo entender como o destino pode ser tão bom e tão destruidor ao mesmo tempo. No meio de tanta gente, nunca reparei em ninguém até você reparar em mim. Penso em me adiantar de manhã e me atrasar de tarde só pra tentar te encontrar, mas é incrível como meus olhos nunca pairam sobre os seus. Eu saio todos os dias em busca dos seus passos: eu não consigo evitar. É além do que minha vontade quer, vai mais do que a razão fala pra não fazer. É totalmente involuntário, não consigo não pensar em você. Não consigo não sorrir ao lembrar de você. Não consigo não querer você. Eu lembro do seu rosto descendo até seu ombro direito, sorrindo sem mostrar os dentes, com uma covinha bem em cima da bochecha e uma feição linda que não sai da minha mente. Não consigo não imaginar você assim, todas as vezes que te encontraria. Não consigo não pensar em como seria o meu passar dos limites com você. Não consigo não entender essa vontade louca de te ver de novo, essa vontade (in)consciente de falar com você. Não consigo não agir com a razão. Não consigo não ser assim quando o assunto é meu destino cruzar com o teu. Eu só consigo ficar quieta, vendo seu rosto na minha mente, sorrindo sozinha e dobrando os lábios para cima lamentando nossos caminhos desviados.

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