Dessa vez, com a pretensão de encontrar alguma razão de estar ali.
Percebi que as rosas tinham nascido. Uma semana se passou, e eu tinha certeza de que elas estariam vivas novamente. As cores, porém, não são as mesmas.
Antes apenas vermelhas. Hoje, brancas. Amarelas. Rosas. Não importa. Continuam sendo rosas. Continuam a me alegrar. Uma alegria quase entre sonhos. É contagiante, é exuberante.
Em pé, fiquei a observar.
Comecei a sentir, a entender. Voltou. Talvez com mais intensidade ou apenas com mais graça. A beleza está em meus olhos. Eu não sei medir palavras: elas me faltam.
O homem ao meu lado se deixa levar pela aceitação da solidão. Refere-se como sua melhor companhia, aquela que nunca o abandona. Eu lhe digo que concordo, que ela traz em suma a vontade e o prazer de esquecer alguém ou o contentamento de ser feliz sozinho. Ele me abre um sorriso e diz nunca ter visto alguém se contentar em escrever diante algumas flores (que para ele possuem beleza questionável). Eu lhe digo: - Está é minha solidão, senhor. Às vezes, fico a escrever. Em outras, fico a olhar. Em muitas fico a pensar. E por fim, fico a sonhar. Não há mal nenhum em se deixar levar por ela. Até logo! Ele me olhou e balançou a cabeça, como se não tivesse entendido. Boa sorte e tenha um boa dia, foi o que ouvi ele dizer por fim.
Quis ir embora. Eu já tinha visto o que queria, aceitei que elas estavam ali. Agora, me bate o incerto. Não sei se vou voltar. Não sei se elas vão morrer. Por isso, andei sem olhar para trás. É bom sentir dúvida.
Mas isso não tem tanta importância: o melhor de tudo é poder perceber que voltei a realidade!
Quem sou eu
Grande mentirosa, mais besta que a besta e dona de um coração “viciado em amar errado”.
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