Envelheço na cidade

Querida Lu,
Sonhei com você na noite passada. Estava me aplaudindo, na primeira fileira, no momento em que ouvia meu nome e eu recebia meu diploma. Você estava tão feliz. E eu mais ainda. Quando acordei, me dei conta que hoje, é dia 26 de abril, seu aniversário. Ô Lu, que vontade desesperadora de te dar um abraço, de te tocar, de ouvir você dando risada. Ainda lembro do último aniversário que passou junto de mim, estava com seu vestidinho vermelho que eu tanto amava, fizera um dos seus melhores bolos de chocolate com recheio de beijinho, o famoso prestígio, com todos nós ao seu redor, batendo palma, enquanto você ficava ali quietinha só dando risada e quando terminava de cantar os parabéns, fazia questão de dividir o primeiro pedaço para dar a todo mundo. Lu, que saudade!
Eu tenho uma lembrança tão forte de você, não consigo te esquecer. Os anos passam, você nunca volta e parece que eu vou te encontrar a cada segundo que passa. Eu vejo você descendo do ônibus e atravessando a rua até entrar em casa. Eu vejo você me abraçando e pedindo pra minha mãe não brigar comigo. Eu sinto você nos meus dias, nos meus pensamentos e vontades, quando desejo que tudo isso volte a ser como antes. Que a gente se encontre. Lu, pode voltar, eu vou te esperar. É claro que vou. Eu sempre vou esperar a melhor pessoa que eu já conheci, a minha linda; Eu não vou te desejar felicidade, porque eu tenho certeza que você está muito feliz. Você me  vê com os olhos mais iluminados e comemora comigo todas as minhas conquistas. Eu sei disso. Mas Lu, não aguento de tanta saudade, não aguento. Espero que quando eu me formar, você esteja lá pra me aplaudir. Aliás, eu tenho certeza de que estará.
Amo você pra sempre.

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