Ausência.

Um par de olhos a te entender. A voz que se perde e o som da respiração sendo dividida a dois. Os dedos se entrelaçando a unir corpos com o mesmo desejo de calor intenso. O sonho de paixão eterna, de ferida cicatrizada e de caminhos a se cruzar. O mesmo calar para os momentos de extase. A mesma audácia de viver a vida para apenas se entregar.
Uma saudade não transmitida conjuntamente.
Individual falta de esperança.
Reparação nunca compartilhada.
Sofrer por falar que sente.
Falhar por sentir o que sofreu.
Sentir falta.
Mãos que passavam nos fios de cabelos para aliviar o peso de um dia sem lembranças.
Timbre da voz mais doce que fizesse pegar no sono o mais rápido possível, para esconder a frustação do medo pelo fim da vida.
Alguém que fosse alguém para uma vida.
Falta do perecível, sedutor, suavidade.
Vontade de ser, estar, permanecer.
Falta do que foi. Foi?
Do que houve. Houve?
Ausência.
Espera de alguém que faça Ana Clara ser quem realmente ela é.

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