Cubra-te de areia;

Seus suspiros duraram uma madrugada inteira. Nela, soluços e a diversão em meio a bebida que ingeria, libertava um lado doce. Um lado que tanto escondia de si mesma. Aquele mesmo lado de arrependimento. Chegou a hora de enterrar as tuas tristezas. E fez.
... Um lado de criar expectativas, de errar, de sorrir, de amar, de jogar tudo pra trás. Pra que entender, o tempo se perdeu dentre aquelas ondas que a seduziam e o desejo de retornar torna-se digno. Dessa vez, o mar trazia uma nova vontade de ser. Um motivo maior, não sei. Os teus ombros deixam o vento bater e faz nascer uma leve sensação de promessa cumprida. Em teus seios, a angústia já não insistiria em arder. E para se deliciar ainda mais, um singelo sorriso. Esse mesmo, sem mostrar uma alegria excessiva e sim, um alívio sob esse azul. Tão azul quanto tuas listras.
No caminho, serra do mar. No som, 'existe uma chance, uma sorte, uma nova saída. Qual é o final dessa história'. Motivo ? - nenhum requer explicação. No fim, eu deixo a porta fechada
(eu quero morar em mim).
Fim de tarde, um último olhar.
Não voltará enquanto suas lembranças não merecerem serem enterradas. Até lá, que venham os planos, expectativas, erros, choros, razões, melodias. O que tens, não sei.
Chega de ontem.
Entrego meu olhar sob teu encanto.
Envolta ao lençol a espera de companhia para estas noites chuvosas que estão por vir.
(derramarei minha alegria quando chegares)

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