Ontem, nunca eu.

Segueria em frente só pra te ver queimar.
Ver-te borrando iniciais atrás de coração.
Procuraria o acaso quando mais quisesse me perder.
Sorriria para teus olhos ao vê-los sofrer. Eu sei. Pelos meus lábios escorrem verdades, sim, aquelas bem dolorosas, desprezadas mas que todos deveriam ouvir.
Correria na velocidade do meu querer, desenharia as minhas mãos e de bandeja, entregaria-me pra mim.
Sentir minha ausência, ter calor em meio ao frio (como de costume), passar noites em claro pensando em mim, passar a mão em meus cabelos e deixar para trás vestígios de onde eu possa estar, sentir falta de meu nome em meus cadernos, sofrer por mim e amar a mim, e no fim, morrer de saudade de meus olhos.
Reservo minha memória para o meu sonhar.
Viverei em busca do meus bons momentos. Eu preciso disso.
Serei personagem, como ele havia dito.
Sem viver de novo. Viver o novo. Viver eu. Hoje. Novo, que ?
Eu, eu sou novo. Nova, tanto faz.
Chega de lembranças de terceiros. Quero lembrar de mim. Quero viver de mim.
Se aumenta o meu ego ou não, tudo bem.
Agora eu olho para trás e vejo-te queimar no fogo de tuas vaidades.
Correndo atrás de emoção, de motivo.
E chorando o tempo que não soube aceitar de mim.

(eu não farei igual)

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