Siga, meu bem.

Estava por esperar sua fala. Seus olhos pareciam indignados, preocupados, confusos. Sua voz estava trémula, mas não sei se tão mais que suas mãos. O que é pior: Aceitar que pode estar errado ou a dúvida do que sente ? Não sei também. Se faz de desentendido, não vou implorar. Ficamos a perguntar e a cena começou a desenrolar, como se eu estivesse com ele naquele momento. Estava aflito, porem conciso. Aos poucos, fui entendendo sua afliação. Afinal, não é todo dia em que você sente seguro e no fim, quando acha que tudo irá se acalmar, a angústia persiste em arder. E eu entendi: não é dúvida nem achar que está certo. O fato é que esperamos tanto uns dos outros que acabamos por deixar o que sentimos, o que queremos de lado para suprir as expectativas de quem queremos ao nosso lado. Falo assim porque também tenho minhas dúvidas. Ninguém é sábio o suficiente para fugir de perguntas dentro de si mesmo. Ele entenderia o que diria, mas não sei se explico bem. Agora, vejo ele tentar ser feliz. ' Posso parecer psicopata' Não, você pode parecer o certo. O que quer realizar, o que vai realizar. O que vai ser merecedor. 'Sigo sozinho, com minha razão'. Pra você, se caminhar sozinho vai te fazer ser leal aquilo que pensa, fico feliz. Fazer jus aos teus desejos e esquecer que um dia tudo parecia pequeno, fico feliz de novo. 'Entre os erros e acertos', não esqueça de que o querer pode vir a ser. Basta querer. Eis que terminou a conversa. Simples, ele já estava com os olhos rasgados. Teu dar de ombros me faz perceber que tudo vai começar de novo. A dúvida agora será a da sua fala. Fico a esperar palavras de superação.

/meu querido, zitos.

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