Cura de uma insensatez

Fujo roubando eu de mim.
Carregada por emoções e calafrios em dias de chuva,
tentando contar o tempo a se medir em

dias e segundos desastrosos.
Eu não me importo de ficar aqui segurando minha
espera.
Tua ausência.
Fecho meus olhos e descanso lentamente sem pensar
em nada.

Seria bom se fosse fácil, sabe
esquecer da fragilidade a resistir dos sentidos
nascendo e cresendo
e
seguindo
em frente,
como se eu o colocasse diante de meus olhos
constantemente,
antes que eu me perca em vazio.

A minha amargura curou-se com
o resto
contando o tempo e os versos
que antes enfeitavam apenas o encaixe da
solidão com o impossível
sem vazão.

Penso em preencher minha respiração
ao arrepiar de meus constantes
desencontros com o
destino
Pronta para abrir mão de tudo o que
me era predestinado
só para me saborear de
que um coração ferido ainda se dedica como outrora latejou amor
sombrio e frio.

Tornaria-se inútil se eu esquecer as velhas coisas
acariciadas em lembranças.
Mas,
tudo ainda pode ser meu,
caído e contorcido dentro de mim sem que eu possa me conter
em lágrimas.
Beijando o tempo que ainda soube me dar
caminho,
apesar de todas as não-aceitações que faço de como
sobreviver contra minha própria
insensatez;

(como sonhar: uma mera franqueza do que sutilmente me agrada)

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