Depois das sete

Acordei tarde demais para o dia compromissado a seguir-se.
Corri para tomar um café para acalmar meu mau-humor de manhã despertada.
Parei e sentei para esquentar meus pés antes mesmo de calça-los.
É nessa hora que penso no que está por vir.
Mesma hora que eu tombo pro lado, tentando voltar para o sonho da estação que ganhava.
Falhei.
Sai correndo até as escadas. CHUVA!
Desci como se não estivesse atrasada e cai como de costume.
Chuva, chuvinha mansa.
Pensei: "ótimo dia para devaneios."
Sorri, tomei um soco do frio que cortou meus lábios tão duramente que fez nascer um sorrisinho em canto de boca, ao arrancar a pele que tanto se camufla nas palavras saboreadas uma a uma com o nascer de canção quase a mudar minha direção.
E antes que acabasse a outra escada, cai em tentação pelo céu que caia em cima de mim e que lentamente inundou meus pensamentos com o "nada". Eu finalmente entendi o que era sorrir sem saber de nada. Sorri sem ter motivos.
Só tive tempo pra pensar em sorrir.

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